Restauração digital das gravuras de João Quaglia

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Uma série de 11 litogravuras produzidas pelo artista João Quaglia na década de 1960 passaram pela Artmosphere em 2015.

Em parceria com o diretor artístico do Festival Artes e Vertentes, Luiz Gustavo Carvalho, a equipe da Artmosphere realizou a digitalização, restauração digital e reprodução das obras em impressão Fine Art. As 440 cópias produzidas foram exibidas no festival e distribuídas a diversos museus do país.

O processo

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As litogravuras foram fotografadas para documentação e registro do estado das obras antes de serem digitalizadas em um scanner profissional. Por conta de suas dimensões, cada trabalho precisou ser digitalizado em até quatro partes para depois serem unificadas no Photoshop.

Com o suporte em estágio avançado de deterioração, o fundo do papel foi recriado digitalmente e utilizado como base homogênea para os desenhos. Iniciou-se então o processo de restauração digital, para resgatar cada detalhe da obra, removendo manchas de acidez e equalizando a tonalidade de toda a série, respeitando densidade e volume sem interferir nos traços do artista. 

Durante todo o processo de manipulação das obras, utilizou-se luvas e máscaras para evitar contaminação dos originais.

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O artista

Pintor, desenhista, gravador e professor, João Carboggini Quaglia foi responsável pela introdução do ensino da litogravura como expressão artística em Minas Gerais. Em 1963, a convite de Lotus Lobo, Quaglia lecionou o primeiro curso de litografia da Escola Guignard.

Produção

A equipe da Artmosphere produziu um timelapse do trabalho de restauração digital de uma das obras do artista.